Em 18 a.C., Augusto
reduziu o número dos senadores a 60, dos 300 que antecediam,
possibilitando, assim, que o Senado realmente funcionasse. Com efeito,
uma assembleia com mais de mil membros, como salientou Carlyle, pode fazer apenas uma coisa: destruir.
O Império foicruel com o Senado, afastando-o gradualmente da
administração dos assuntos e questões de Roma, diminuindo a sua
importância enquanto assembleia política. O conflito entre o Senado e os
imperadores e as transformações súbitas das funções e da estrutura do
Senado estão entre os processos mais bem documentados da história da
primeira parte do Império.
Durante o principado,
o Senado manteve-se, aparentemente, em posição de destaque. Na
realidade, porém, sua atividade foi inspirada e orientada pelo príncipe.
Os senadores eram eleitos entre os ex-magistrados, e, como a influência
do
princeps era decisiva nessa eleição, os membros do Senado
eram homens de sua confiança. Por outro lado, o príncipe tinha livre
iniciativa para convocar o Senado, e a ele apresentar propostas.
No principado, o Senado perdeu, em favor do príncipe, os poderes
fundamentais que detinha na república. Assim, a direção da política
externa. De outra parte, no entanto, absorveu as funções eleitorais e
legislativas dos comícios, embora, ainda nisso, enorme fosse a
influência exercida pelo
princeps.
Até o século III d.C., toda cunhagem de bronze possuía a marca "
Pelo Decreto Consultivo do Senado".
O Senado nunca alinhou com a "democratização" na República ou com as ambições monárquicas, apoiando Pompeu contra César, "apoiou" com reservas e hesitações Otávio (futuro imperador Augusto), aliado pouco convicto dos primeiros imperadores, até que se tornou mesmo um centro de revolta contra Nero e o seu governo.

Apesar das convulsões com os imperadores, o Senado, omnipotente como dizia Políbio,
nunca perdeu os pergaminhos de classe ou ordem senatorial, de "fina
flor" da sociedade romana, com participação no governo, variável. A sua
participação nos assuntos internos de Roma nem sempre foi meritória,
recorde-se, ou isenta de falhas graves e trágicas até, mas a esta
instituição deve Roma o brilho do seu poder, de civilização baseada em
instituições sólidas e operantes, entre muitas vitórias fulcrais ou às
primeiras formas de organização provincial.